sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fikadica

Andei lendo “Ordem do discurso”, palestra de Foucault transformada em livro, proferida quando de sua admissão na cátedra no Collège de France, em 1970. É um livro bem fininho, que é lido numa tarde à toa, mas que demora a vida toda pra ser entendido. A intenção da palestra seria de apresentar para o auditório as pesquisas que o filósofo pretendia seguir na instituição, perpassando pelo que já tinha feito até aquele momento. Na primeira parte, se dedica a uma análise do discurso e de suas práticas na “nossa sociedade”, como gostou de dizer, mas principalmente se preocupa com as formas de repressão, limitação, cerceamento e deslocamento desse discurso e o poder embutido nessa luta. Segundo o próprio: “o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo pelo que se luta, o poder de que queremos nos apoderar”. Bom, tudo isso pode ser encontrado no verso do livro (inclusive a citação), onde uma moça faz uma sinopse muito boa sobre o texto, porém acho que ele seria um bom condutor da leitura do autor, embora minimamente lido por mim, e que destaca bastante o caminho que a filosofia francesa contemporânea a Foucault irá trilhar, a linguagem (discurso) como preocupação maior na análise do pensamento e de sua relação com o Poder - a História da Filosofia que para Foucault seria válida.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

agora os "comentários inúteis em horas improváveis" estarão no twitter. bom, algumas explicações e defesas: tá, td bem, não tenho tanta assiduidade assim pra falar que haverá um porrão de coisa pra ler, e que as poucas que tiverem serão legais, mas já é um começo; já o twitter...bom, o twitter não tenho o que falar.
pra quem quiser...: http://twitter.com/Gabriel_16

o que vem por aí?

já faz um tempo que venho me interessando cada vez mais nas possibilidades das novas tecnologias de informação e conhecimento(NTICs). quer dizer, bastante tempo, pois logo quando entrei no programa de pesquisa do LIINC, da UFRJ, já entrara em contato com essas novidades e com alguns estudos sobre estas. estou tentando ser aqui o menos cluchê possível, com todo esse papo de "novas possibilidades", "tecnologias que podem mudar o mundo" e blá blá blá. mas não é exatamente assim que as coisas estão se movimentando ultimamente. e quando digo ultimamente me refiro a dois, talvez três anos atrás. tamanho é o potencial que se tem que pode ser visto pela preocupação das grande corporações e conglomerados que começam a botar suas melhores armas em jogo, mas que na verdade escondem uma tremedeira de pernas terrível, um medo danado do que surge hoje das redes sociais (e estéticas, digamos) extremamente poderosas. o que se tem hoje é a internet em nuvem (ou computação em nuvem), acontecimento tão poderoso quanto perigoso, que pode tanto potencializar a criação e a inovação quanto colocar em risco a própria integridade de quem se encontra na rede mundial (tirando, é claro, o bilhão de sub-humanos que não sabe se comerá amanhã). o que se tem hoje é um bilhão e meio de computadores, celulares em milhões e algumas geladeiras e microondas, conectados numa rede complexa como nunca foi; diferenciada e que produz diferença como qualquer outro sistema. os números daqui a dez anos podem chegar na casa do trilhão, fato ainda mais assustador, quando se vê a fragilidade que acompanha tal processo de virtualização que trava briga feia com os processos tradicionais. é essencial nos preocuparmos: o que vem por aí é mais forte e poderoso que scraps e testimonials.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Às vezes o que se precisa é distância. Nem mesmo pensar na presença. Ficávamos pensando muito em como seria se fizéssemos diferente, se fossemos mais fazedores. Espero que não esteja sendo assim com quem estiver agora. Espero que o que estiver fazendo agora seja algo que valha a pena ser vivido, e não contado. Os melhores escritores são os piores vivants. Então escreva mal, querida. Viva para não contar nada para ninguém. Quero você depois com tudo que viveu, sem saber o que foi. Não jogue jogos com a sua vida, não aqueles sem-graça. Apenas viva. Não queira escrever sobre ela. Parabéns pelo aniversário, amiga.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

À beira do colapso. A cada batida do martelo, a cada grito do cinzel a cabeça explodia. A fumaça do cigarro empurrada goela abaixo dava um alívio quase torturante, pois a perpetuação dessa luta era pior que o próprio não ser.
Conhecia os motivos, as razões e as implicações. Não conhecia nada. O que sentia era desespero por tudo existir sem ele. Era desnecessário. O mundo era indiferente. Tudo passava e arrastava principalmente aquilo que não aceitava ir. Ironia. Ou ir ou ser carregado. Sem meia-conversa. Isso. Só. A maré.
Se pelo menos não fizesse sentido. Se tudo se passasse ao menos como sonhos. Antes pesadelos. Queria as entranhas reviradas, não massacradas e pisadas.
Depois de quase 1 ano de análise a sensação que tenho é que ao longo desse tempo fui emburrecendo aos poucos. Isso porque, como se sabe, a inteligência é o descontrole do espírito, pelo menos aquela desejada. Não consigo mais fluir, não consigo mais me perder. Os muros dessa prisão são o controle dos desejos. Melhor: a consciência deles. Não que a agonia causada pela confusão da loucura fosse algo agradável com que se lidar.
Mas da mesma maneira a agonia da normalidade abate quem um dia tentou entrar em contato com a falta de parâmetros. Pretensão a minha achar que sou louco. Ser patético sou em tentar me controlar.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

me apaixonei hoje por tanta gente que nunca imaginaria que pudesse. talvez seja essa a graça. e me apaixonei por uma pessoa que conheço há tanto tempo...
assisto a todo esse show com um contentamento potente, quase explosivo. sigo na introspecção da esperança no acaso.